Avançar para o conteúdo principal

SINGLES & EP'S|"Vol. 2" - Nikouala



Nikouala é um projecto diferente. Diferente porque é um projecto para se ouvido, visto e sentido em cima do palco, na tela; não com os Nikouala, mas com as personagens às quais é suposto o duo dar cor, dar o cenário para posar, a tela onde se criam os ambientes, emergem tensões e se vivem todas as emoções.
Projecto vocacionado para a criação de bandas sonoras para teatro e cinema - ainda que se dediquem igualmente à perfomance ao vivo e às artes plásticas, a dupla Nikouala (José Arantes e Filipe Miranda) fá-lo com originalidade, daquela que desperta a curiosidade, tal a subtileza da produção, nua de imagens, num palco distante, sustentado apenas pela imaginação - que trabalheira, dirão alguns. Não desesperem, são apenas quatro temas, quatro curtos exemplos que vos deixarão a milhas do bocejo. Acreditem.
Os sons, esses, são diferentes, pois pertencem a fitas diferentes - assim parece, ou talvez não; da transformação elevada de um excelente "Aggiornamento", ao estranho embalo infantil de "Operation: you think you can change...", passando pelo curto mas denso e incisivo "2.0.0.7." - o preferido - e terminando no agitado e até roqueiro "Belikhoseue"; tudo soa a experiência...
...mais experiências.

som Download gratuito de "Vol. 2" de Nikouala.

Capa de Vol. 2
"Vol. 2" - Nikouala (Honeysound, 2007)

01 Aggiornamento
02 Operation: you think you can change...
03 2.0.0.7.
04 Belikhoseue

sítio www.honeysound.com
sítio www.myspace.com/nikouala
mail info@honeysound.com

Mensagens populares deste blogue

AUDIÇÕESBrilhante Pop 2003
São 3 discos pop, mais à esquerda, mais à direita, mais ao centro, trazem ao microfone 3 excelentes vozes femininas:
"Le Jeu" - Balla (2003/Music Mob/58)

Um disco irresistível.
Fantástica a voz sensual de Sylvie C em mais um lúcido disco de Armando Teixeira, melódico, marcado por ambientes voluptuosos, por uma pop interior, estética e poética.
Imageticamente irresistível, qual bandeira gaulesa a flutuar. Depois de um prometedor e excelente primeiro álbum, "Balla", Armando Teixeira voltou a surpreender as massas melómanas em 2003, com um disco cheio de charme e personalidade, sustentado pelo rigor da electrónica em doses incrivelmente equilibradoras do resultado final. Intemporal.
A elegância proporcionada por este "Le Jeu" é verdadeiramente assombrosa, quer se reine por ambientes pop mais jazzy quer se rume em direcção à "chanson française", este disco atinge o auge principalmente na voz de Sylvie C.
De uma simplicidade rumo…

SÍTIOS|On-Line Music Distributors

Não se pode ignorar...
Com a implantação da Internet e principalmente com a generalização do acesso por banda larga, não só os músicos independentes ganharam uma nova forma de divulgar a sua música - para alguns é e será mesmo a única, como promotores e público em geral ganhou uma nova forma de a consumir - nova e gratuita. Com o aparecimento das On-Line Music Distributors (OMD), ou semelhantes, muitos músicos tiveram a oportunidade de largar em definitivo a solidão dos seus quartos e garagens e mostrar as suas criações a um mundo cada vez maior. À falta de palco, grande parte da comunidade musical independente ganhou efectivamente uma nova forma de exposição - barata, global e às vezes eficiente. As OMD (e semelhantes) têm servido nos últimos anos para divulgar centenas e centenas de artistas, sendo hoje, um fenómeno em extraordinária expansão; tão grande que chega a ver a razão da sua existência desvirtuada e aproveitada por artistas já consagrados; veja-se o exemplo do último álbum …

RECORDAÇÕES|"Anonimato" - Anonimato

A recordação ou o regresso ao Alentejo; o de sempre, aquele do suor, das noites frias de Inverno, da vadiagem...de tudo.
Mas...regressando à música, algum espaço para os Anonimato; fenómeno especialmente regional - e que fenómeno - os Anonimato foram durante os anos de 1990 a 1997 um dos grandes - se não os maiores - embaixadores do pop-rock alentejano - sim, alentejano, neste âmbito até faz sentido. Com dois álbuns editados durante a sua curta carreira, este, o homónimo, traz os temas pelos quais o quarteto bejense mais ficou conhecido e que maior furor fizeram por esse Baixo Alentejo fora: "Sei que não sou" - pois claro, "Gravatas" e "Grão de Amor". Mas porquê? Não sei, senão as recordações que trazem, o que fazem sentir, a agradável textura pop que acompanha boa parte daquelas sinceras palavras lusas; bem medidas, bem sentidas. Depois, ainda há o aroma do Alentejo, também...aqui e ali, além. Liderados por Paulo Ribeiro, autor de um álbum solo em 2002, …