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VINIL|"Cães aos Círculos" - Alexandre Soares & Jorge Coelho

É um disco lixado , este; é mais uma sensação estranha, esta, sobre um disco que há já muito se conhecia mas que só agora se consumiu na sua versão em vinil. E talvez seja uma sensação estranha exactamente por isso, por ser como é, pela sensação diferente que transmite. Disponibilizado gratuitamente em mp3 no momento do seu lançamento, a sensações hoje é completamente diferente. Na verdade, não sei se terá a ver com o facto de ser em vinil, se terá a ver apenas com uma predisposição natural que me assaltou na noite passada; o facto é que esta é uma sensação mesmo estranha. Uma sensação de vazio, de querer ouvir e não ter, de querer respirar e o ar rarear. Naturalmente, temos bom remédio - dirão alguns, levantamos a agulha e trocamos o A pelo B vezes sem conta. Foi isso que aconteceu. "Cães aos Círculos" é um disco viciante. A introdução está feita. "Cães aos Círculos" é um single em vinil - o tal 7'' - que tem como criativos Alexandre Soares (Três Tristes

VINIL|"Uno Dos" - Repórter Estrábico

Hoje vou falar de um vinil. É assim que a coisa às vezes funciona. Hoje, apetecia-me a boa da batatinha frita. Infelizmente, saiu algo queimada. Coisas do vinil. Mas sobre o que interessa, o que é realmente importante, é que ontem foi noite de mais uma boa recordação...num misto de tristeza como no fim se perceberá. Coisas do vinil. Hoje, é dia de Repórter Estrábico e "Uno Dos" de 1991 é o motivo; "Disco Heavy" e "Pois Pois" são temas que recordei com grande prazer. Primeiro registo dos Repórter Estrábico, "Uno Dos", é um exercício de originalidade difícil de entender nos dias de hoje - já lá vão mais de 15 anos. Tento vagas memórias, sensações suscitadas a cada linha calcorreada pela agulha. Divergentes e irreverentes; munidos de sampler, sintetizadores e caixa-de-ritmos, esta é apenas uma das razões para o som do grupo de António Olaio ser uma das boas surpresas e referências do fim da década de 80, início da década de 90. Batidas fortes inci

VINIL|"Sombra Veloz" - RongWrong

RongWrong numa bela noite de recordações. Estava prometido que um dia voltaria a esta "Sombra Veloz". Não só porque pessoalmente o acho um maxi-single extraordinário - numa visão mais afectiva, mas também e numa visão mais racional, porque efectivamente o considero um grande disco da moderna música portuguesa; uma peça importante, uma peça interessante. Contemporâneos dos primeiros passos dos Mão Morta, os RongWrong, também eles um dos históricos grupos da cena bracarense, marcaram indelevelmente o seu tempo - na sua devida proporção, entenda-se. O EP "Sombra Veloz" é o resultado da vitória do grupo na 3ª edição do Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous (1986), a mesma edição que premiou os Mão Morta com o prémio de originalidade. Igualmente centrados na busca de uma originiliadde muito própria, o grupo era então composto por Manuel Leite (baixo), Toni Simões e Zé Salgado (guitarras), Berto Borges (bateria) e Teota na voz. O resto, a arte, brilhantemente e

VINIL|"O Rock da Mouraria" - Coty Cream

Coty Cream; os novos velhos urbanos de Lisboa - o título está gasto mas continua a fazer sentido - estão de volta. "O Rock da Mouraria" não é só um disco, é desde logo uma ideia, um conceito, uma forma de agir. De outra forma, podia ser o snapshot de uma Lisboa irreverente, incapaz - felizmente - de se deixar acorrentar a estereótipos estéticos. Editado apenas em vinil, este regresso dos Coty Cream, é um regresso arriscado - na forma e na essência. Arriscado porque passaram 10 anos desde uma estreia aclamada; arriscado porque o line-up não sendo muito diferente também o é - Pedro Alçada (guitarra e voz), Al Kali (bateria), Torré (saxofone) e Vasco D'Albergaria (baixo); e por fim, arriscado porque as modas mudam e agora a cena é outra. À questão da identidade com os primeiros Coty Cream - ou à falta dela, a banda lisboeta responde com a mesma criatividade de há 10 anos atrás; as letras perdem peso - é verdade, mas aquela necessidade de buscar fronteiras, visá-las e ultr

VINIL|"Lima 5"/"Que me dizes ao concurso?" - Trabalhadores do Comércio

E para experimentar o novo brinquedo - perceberão melhor se lerem um dos posts que se seguem, eis que sai um single para a mesa do canto. Só mesmo para comemorar. É o single "Lima 5"/"Que me dizes ao concurso?", disco de estreia dos históricos Trabalhadores do Comércio. Formados em 1979 por dois elementos dos Arte & Ofício, Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, o grupo integrava ainda o pequeno João Luís Médicis, sobrinho de Sérgio Castro, de apenas 7 anos de idade. Um marco... Este é o single que marca o início de uma frutífera história de roquenerole tripeiro, satírico, com sotaque e tudo - imagem de marca do grupo, aliás. Mais tarde, apareceriam êxitos incontornáveis da música nacional dos anos 80, como "Chamem a Polícia", o "Taquetinho Ou Lebas No Fucinho" ou mesmo "Os Tigres de Bengala", tema com que o grupo participou no Festival RTP da Canção de 1986 (sendo um dos 3 finalistas numa edição ganha por Dora com o não menos famoso &q

VINIL|"Paramessalina" - K4 Quadrado Azul

Invente-se a máquina de reproduzir o cérebro! industrialize-se o génio! e coa morte perpétua do subjectivismo, da defeciência e do convencionalismo proclamar-se-á a paz definitiva erguida de entre todos os cérebros absolutamente iguais pra dentro. O único dado imprescindível prá invenção da máquina de reproduzir o cérebro é profetizá-la. Fui Eu, portanto, o poeta José de Almada-Negreiros quem a inventou (" K4, o quadrado azul ", Almada Nereiros, 1917) Andava há dias e dias a pensar na melhor forma de pegar em K4 Quadrado Azul. Não porque tivesse mesmo de ser - não tinha, mas antes porque assim o desejava - e muito. Foi um grupo que vi ao vivo apenas uma vez, num buraco lisboeta qualquer juntamente com os viseenses Bastardos do Cardeal - outra boa lembrança, mas que me deixou gratas recordações; pela energia, pela imaginação, pela provocação, pela experimentalismo, pelo novo rock alternativo que foram ensaiando. É uma boa recordação de um colectivo pouco conhecido. "Pa

VINIL|"Se Cá Nevasse..." - Salada de Frutas

Se cá nevasse sempre seria mais divertido; em vez de te tanto chover...ping ping ping sem parar. Hoje foi noite de vinil. Formados em 1979 por Lena D'Água (ex: Beatnicks), Luís Pedro Fonseca (ex: Chinchilas) e Zé da Ponte (ex: Saga), os Salada de Frutas foram um dos casos sérios do rock nacional do princípio da década de 80 - quem não se recorda do refrão batido " Olhó Robot, é p'rá menina e p'ró menino ô ô! ". É já com um álbum editado em 1980, intitulado "Sem Açucar" e com o baterista Guilherme Inês, o guitarrista Zé Carrapa, o baixista Zé Nabo e o teclista "Quico" Serrano no alinhamento que os Salada de Frutas voltariam a gravar - já sem Lena D'Água (entretanto expulsa da banda) e Luís Pedro Fonseca (que sai também logo de seguida). O disco chama-se "Se Cá Nevasse...", foi gravado na Holanda e foi também ele um enorme sucesso radiofónico..." se cá nevasse fazia-se cá ski " ouviu-se vezes sem conta. Composto por músi

VINIL|"Baby Suicida" - Adelaide Ferreira

Hoje, em 45 r.p.m....Adelaide Ferreira numa pequena recordação em vinil. Nascida a 23 de Setembro de 1959, foi em 1981 com o single "Baby Suicida" que Adelaide Ferreira ganhou o reconhecimento público - já antes editara os singles "Meu Amor Vamos Conversar os Dois" (Nova, 1978) e "Espero por Ti" (Nova, 1980). O disco chega com grande sucesso à marca dos 20.000 exemplares vendidos. Ainda durante o ano de 1981 - aproveitando o balanço, outros chamam-lhe o boom do rock português - lança também o single "Bichos"/"Trânsito", neste, acompanhada dos Preço Fixo. Em "Baby Suicida", Adelaide Ferreira é acompanhada por Manuel Emiliano nas teclas, Vasco Alves no baixo, Zé da Cadela na bateria, Luis Fernado na guitara e Manuel Cardoso também na guitarra. Em 1983 edita ainda o máxi-single "Não Não Não". Depois disso, o caminho foi sendo trilhado noutra direcção, geralmente mais ligeira... Foi rock de pouca dura ...recordemos...

VINIL|"Pois Canté!!" - G.A.C. - Vozes na Luta

Pois canté!! O regresso ao baú das memórias trouxe à tona uma peça fundamental da música popular, tradicional ou apenas e sempre música portuguesa: "Pois Canté!!" é um disco do G.A.C., Grupo de Acção Cultural - Vozes na Luta. Criado logo a seguir ao 25 de Abril de 74 com o intuito de intervir politicamente através da cultura, este é um projecto central da história da música portuguesa, não só pela conjunctura em que se inseria e que sempre orientou a lírica das suas canções mas também, quiçá mais importante, pelo papel desbravador que teve no desenvolvimento da música tradicional portuguesa moderna. Projecto liderado inicialmente por José Mário Branco, integrou igualmente muitos outros nomes importantes, dos quais se destacam José Afonso, Fausto, Adriano Correia de Oliveira, João Lóio, os Gaiteiros Carlos Guerreiro, Rui Vaz e Pedro Casaes, Eduardo Paes Mamede, João Lisboa, Nuno Ribeiro da Silva entre muitos outros. Com uma atitude objectivamente politizada, empenhada, cent