Avançar para o conteúdo principal

CONCERTOSQuinta dos Portugueses no SBSR


Certo de que Lisboa viveu ontem um magnífico espectáculo, a comunidade nacional convidada para o evento lá foi servida em jeito de aperitivo, enquanto se recolhem e esticam cabos e rebocam baterias no palco maior. Daí que, as demonstrações tiveram aquele sabor triste, aquele sabor a pouco. Foram apenas demonstrações.
Segundo dizem começou bem, dizem porque a Trompa não chegou a tempo de ver os Loosers que segundo diz quem viu estiveram bastante bem, arrancando uma segura demonstração. Depois vieram os X-Wife, que acompanhados por um sol violentíssimo descarregaram a energia eléctrica habitual em cima de um público ainda escasso mas preparado para a animação nocturna. Foi positivo e o público gostou. No pós-Liars, apareceu André Indiana com uma demonstração do seu espectáculo já habitual. Se a técnica do guitarrista nada tem que se lhe aponte, o facto é que com o tempo vai perdendo alguma da 'novidade', caindo num vazio que chega a aborrecer. E caiu, ainda por cima com Lenny Kravitz ali ao lado. Chegaram os Wray Gunn, munidos de coro e tudo, aproveitaram principalmente para apresentar ao público o novo "eclesiastes 1.11". Paulo Furtado e companhia esforçaram-se mas soube a pouco, a muito pouco, deu apenas para meter a 1ª. Manel Cruz e os Pluto apareceram de seguida, no emotivo período pós-Pixies, tendo arrancado para um concerto interessante, a lembrar bastante Ornatos Violeta. A merecer certamente uma concerto maior. Para o fim ficou a demonstração dos Clã, feita mais à base de "Lustro" do que de "Rosa Carne", estes mostraram toda aquela competência...para dar espectáculo. Excelente demonstração mas curtinha, curtinha. A melhor no palco da "Quinta dos Portugueses".
Findo o espectáculo, pedem-se melhores soluções no que se refere aos serviços do espaço: comes e bebes no recinto foi um terror! e se não fossem a moitas...

Pluto

Sítio: www.superbock.pt/sbsr2004

Mensagens populares deste blogue

AUDIÇÕESBrilhante Pop 2003
São 3 discos pop, mais à esquerda, mais à direita, mais ao centro, trazem ao microfone 3 excelentes vozes femininas:
"Le Jeu" - Balla (2003/Music Mob/58)

Um disco irresistível.
Fantástica a voz sensual de Sylvie C em mais um lúcido disco de Armando Teixeira, melódico, marcado por ambientes voluptuosos, por uma pop interior, estética e poética.
Imageticamente irresistível, qual bandeira gaulesa a flutuar. Depois de um prometedor e excelente primeiro álbum, "Balla", Armando Teixeira voltou a surpreender as massas melómanas em 2003, com um disco cheio de charme e personalidade, sustentado pelo rigor da electrónica em doses incrivelmente equilibradoras do resultado final. Intemporal.
A elegância proporcionada por este "Le Jeu" é verdadeiramente assombrosa, quer se reine por ambientes pop mais jazzy quer se rume em direcção à "chanson française", este disco atinge o auge principalmente na voz de Sylvie C.
De uma simplicidade rumo…

SECÇÃO MP3|"Sansão Foi Enganado" - Bunnyranch

"Sansão Foi Enganado", agora pelos Bunnyranch...mais de 40 anos depois!
Já por aqui se falou em "Sansão Foi Enganado" de Zeca do Rock, conhecido por ter sido o primeiro yeah gravado da música portuguesa, lembram-se? Muito bem, Henrique Amaro convidou os Bunnyranch a recriar o tema e estes, aceitaram.
O resultado? É rock'n'roll pois então.
É mesmo o grande destaque de hoje!

Download deste momento único: "Sansão Foi Enganado" pelos Bunnyranch.


Rock'n'Roll
www.myspace.com/bunnyranchspace

SÍTIOS|On-Line Music Distributors

Não se pode ignorar...
Com a implantação da Internet e principalmente com a generalização do acesso por banda larga, não só os músicos independentes ganharam uma nova forma de divulgar a sua música - para alguns é e será mesmo a única, como promotores e público em geral ganhou uma nova forma de a consumir - nova e gratuita. Com o aparecimento das On-Line Music Distributors (OMD), ou semelhantes, muitos músicos tiveram a oportunidade de largar em definitivo a solidão dos seus quartos e garagens e mostrar as suas criações a um mundo cada vez maior. À falta de palco, grande parte da comunidade musical independente ganhou efectivamente uma nova forma de exposição - barata, global e às vezes eficiente. As OMD (e semelhantes) têm servido nos últimos anos para divulgar centenas e centenas de artistas, sendo hoje, um fenómeno em extraordinária expansão; tão grande que chega a ver a razão da sua existência desvirtuada e aproveitada por artistas já consagrados; veja-se o exemplo do último álbum …