De regresso àquele objecto de fita escura, enrolada, nos dias de hoje já quase esquecido, quase, ao qual chamamos de cassete. Sim, continuamos a chamar. De início, não era uma cassete qualquer, normal, legal, não, era uma cassete pirata; essa mesmo. Esse verdadeiro exemplo, imagem de um país em vias de qualquer coisa e basicamente pós-revolucionário e pré-comunitário e coisa e tal. Que monumento; nas minhas lembranças mais infantis que juvenis, nem havia outras, senão aquelas caixas mágicas pousadas no topo do balcão seboso do tasco lá da rua. Todas as semanas, às vezes meses, havia uma nova, no tasco e lá em casa. Certinho. Algum tempo mais tarde, lá percebi que áqueles maravilhosos objectos se chamavam "piratas" e às outras, que eu nunca via, nem percebia a diferença (só o soube mais tarde), se chamavam cassetes, "à séria". Destas quase nem me recordo mas também não me serviria de nada... Agora, das outras, eram tantas e tantas, infelizmente sempre piratas, mais
Enviar para escuta: Apartado 1463, 1013-001 Lisboa